Labrador: displasia, cruzado, hérnia e reabilitação

Labrador Retriever em sala de reabilitação veterinária

O Labrador Retriever é uma raça de porte grande, originária da ilha de Terra Nova, no Canadá. O Tratado de Fisioterapia e Fisiatria de Pequenos Animais o coloca entre as principais raças acometidas pela displasia coxofemoral e entre as raças de maior risco para a ruptura do ligamento cruzado cranial. O livro também aponta a raça, junto com o Rottweiler, como a mais predisposta à hérnia de disco no segmento C6-C7, na parte baixa do pescoço.

Conhecer essas predisposições não é motivo para alarme. É o que permite ao tutor perceber os sinais cedo e buscar o cuidado certo. A seguir, você vê quem é o Labrador, quais problemas merecem atenção na raça e como o veterinário fisiatra atua na reabilitação.

De onde vem o Labrador Retriever e como é o temperamento da raça?

Origem

Apesar do nome, a raça tem raízes na ilha de Terra Nova, vizinha à região do Labrador, no Canadá. Ali, cães de água trabalhavam ao lado de pescadores, recolhendo redes e peixes. Levados para a Grã-Bretanha, eles foram selecionados como retrievers de caça, especialistas em buscar e trazer de volta a ave abatida sem machucá-la.

Temperamento

  • Sociável e gentil: costuma receber pessoas, crianças e visitas com simpatia. Por isso, não é um cão de guarda típico.
  • Muito motivado por comida e recompensas: isso facilita o adestramento com reforço positivo.
  • Enérgico e brincalhão: principalmente na juventude, gosta de brincar de buscar objetos.
  • Afinidade com a água: é a herança da origem de trabalho da raça.
  • Parceiro de trabalho: é uma das raças mais usadas como cão-guia e cão de assistência.

Cuidados básicos no dia a dia

  • Exercício diário: caminhadas e brincadeiras de buscar ajudam a gastar a energia da raça.
  • Estímulo mental: adestramento, brinquedos recheáveis e jogos de farejar.
  • Pelagem: é dupla e densa, nas cores preta, chocolate ou amarela. Na época da troca de pelos, a queda aumenta, e escovações regulares ajudam a controlar.
  • Alimentação: como a raça é muito motivada por comida, vale medir as porções e oferecer petiscos com moderação, sempre com orientação do médico-veterinário.
  • Companhia: por ser muito sociável, o Labrador convive melhor com a família do que passando longos períodos sozinho.

Quais são as doenças mais comuns no Labrador — e como a reabilitação ajuda?

O Tratado liga três condições diretamente à raça: a displasia coxofemoral, a ruptura do ligamento cruzado cranial e a hérnia de disco do tipo protrusão. A luxação de patela aparece em uma citação menor. Veja o resumo:

CondiçãoO que o Tratado diz sobre o LabradorSinais que o tutor percebe
Displasia coxofemoral (quadril)Está entre as principais raças acometidasManca das patas traseiras, tem dificuldade para levantar depois do descanso e evita escadas e rampas
Ruptura do ligamento cruzado cranial (joelho)Está entre as raças de maior risco, e cerca de 50% dos labradores podem ter a ruptura também na outra pataManca de uma pata traseira, perde massa muscular na coxa e senta evitando dobrar o joelho
Hérnia de disco (coluna)Aparece na rotina entre as raças com protrusão do disco e está entre as mais predispostas no segmento C6-C7 do pescoçoTem dor e rigidez no pescoço, pode mancar de uma pata e lamber demais os dedos

Displasia coxofemoral: quando o quadril se desenvolve sem o encaixe certo

O que é. É uma síndrome de desenvolvimento anormal da articulação do quadril. Ela causa instabilidade e frouxidão na articulação e, com o tempo, leva à doença articular degenerativa (artrose). Os cães predispostos nascem com a articulação normal e se tornam displásicos com o passar do tempo.

Por que o Labrador. A displasia é hereditária, com forte influência genética, e aparece principalmente em cães de raças grandes a gigantes, de crescimento rápido. O Labrador Retriever está entre as principais raças acometidas, ao lado do Pastor Alemão, do Rottweiler, do Mastiff, do São Bernardo e do Golden Retriever. Entre os fatores externos que influenciam a expressão e a intensidade da doença, o Tratado destaca a alimentação excessiva, o ganho de peso rápido, a castração precoce e a suplementação de cálcio.

Sinais que o tutor percebe:

  • mancar (claudicação) de uma ou das duas patas traseiras;
  • dificuldade para se levantar depois do descanso;
  • pouca vontade de se exercitar e de subir escadas e rampas;
  • andar “saltitando” ou “rebolando” o quadril;
  • passos curtos e rígidos, com o peso do corpo jogado para as patas da frente;
  • perda de massa muscular (hipotrofia) no quadril e nas patas traseiras.

Gravidade. A displasia progride ao longo do tempo. Em cães jovens (4 a 12 meses de idade), os sinais costumam surgir de forma aguda, por causa da frouxidão da articulação. Em cães mais velhos, estão ligados à artrose. Em alguns casos, os sinais são ausentes ou muito discretos e a doença só aparece na radiografia. Em outros, há dor e dificuldade importantes para andar. Só a avaliação veterinária define o estágio de cada cão. Veja o guia completo sobre displasia coxofemoral em cães.

Ruptura do ligamento cruzado cranial: quando o joelho perde a estabilidade

O que é. O ligamento cruzado cranial é uma das estruturas que estabilizam o joelho. Ele impede que a tíbia deslize para a frente, limita a rotação para dentro e evita a hiperextensão do joelho. Em cães, a maioria das rupturas resulta de alterações degenerativas crônicas no próprio ligamento, e não de um trauma. A conformação da tíbia, as doenças imunomediadas e a obesidade contribuem para esse desgaste.

Por que o Labrador. O risco é maior nas raças médias, grandes e gigantes, o que inclui Rottweilers, Labradores, Buldogues e Boxers. A maior incidência está entre os 2 e os 10 anos de idade. O Tratado lembra ainda que a displasia coxofemoral aparece muitas vezes junto com a ruptura, o que reforça o peso dos fatores genéticos nas duas doenças.

Atenção à outra pata. Cerca de 50% dos labradores podem apresentar a ruptura no membro contralateral, ou seja, na outra pata traseira, dentro de 5,5 meses do diagnóstico inicial. Segundo o Tratado, essa possibilidade deve ser comunicada com clareza ao tutor já no primeiro diagnóstico.

Sinais que o tutor percebe:

  • mancar de uma pata traseira, que pode chegar a quase não apoiar ou não apoiar a pata;
  • perda de massa muscular na coxa da pata afetada;
  • joelho mais inchado; nos casos crônicos, com aumento de volume na parte interna;
  • ao sentar, o cão tenta dobrar o joelho o mínimo possível;
  • às vezes, um estalo (“click”) ao andar ou saltar, sinal que pode indicar lesão no menisco, o “amortecedor” do joelho.

Gravidade. A lesão do menisco aparece em aproximadamente 50% dos casos de ruptura. Quanto mais tempo o joelho permanece instável, maior a chance de ela acontecer. A instabilidade leva a alterações degenerativas progressivas dentro de poucas semanas, e é isso que justifica a cirurgia, cujo objetivo é corrigir a instabilidade e aliviar a dor. Independentemente da técnica, a taxa de sucesso clínico é de aproximadamente 90%. O Tratado também registra que nenhuma técnica interrompe definitivamente a progressão da artrose. Por isso, o acompanhamento depois da cirurgia faz diferença. Veja o guia completo sobre ruptura do ligamento cruzado em cães.

Hérnia de disco: o desgaste lento da coluna

O que é. Os discos intervertebrais funcionam como amortecedores entre as vértebras. Com o envelhecimento, perdem a capacidade de absorver impactos. Na protrusão (hérnia do tipo Hansen II), o disco desgastado vai se projetando aos poucos para dentro do canal vertebral e comprime a medula espinal de forma lenta e crônica. Por isso, os sinais aparecem gradualmente.

Por que o Labrador. O Labrador é uma raça não condrodistrófica, isto é, não tem o encurtamento dos membros típico de raças como o Dachshund. Nesse grupo, o desgaste do disco começa mais tarde, a partir dos 5 anos de idade, e a calcificação do disco é rara. O Tratado cita o Labrador entre as raças que mais aparecem na rotina com essas características. No pescoço, os segmentos C5-C6 e C6-C7 concentram mais casos em todas as raças. Entre as não condrodistróficas, o Labrador e o Rottweiler são as mais predispostas ao segmento C6-C7. Nessas raças, os sinais surgem em uma idade média de 6 a 8 anos.

Sinais que o tutor percebe:

  • dor intensa e rigidez no pescoço;
  • tremores musculares (fasciculações);
  • mancar de uma pata dianteira, com perda rápida de massa muscular (o chamado sinal de raiz, quando o disco comprime a saída de um nervo);
  • lambedura excessiva dos dedos, sinal de formigamento (parestesia);
  • nas compressões maiores, incoordenação (ataxia) e fraqueza nas quatro patas;
  • quando o problema está no fim da coluna, mancar de uma pata traseira, o que pode ser confundido com um problema ortopédico.

Gravidade. Depende da quantidade de material do disco que entra no canal vertebral e da velocidade com que ele atinge a medula. O quadro varia de dor sem alteração neurológica até a perda de movimentos. Nas protrusões crônicas, a resposta ao tratamento costuma ser mais lenta do que nos quadros agudos. Veja o guia completo sobre hérnia de disco em cães.

E a luxação de patela?

A luxação de patela (quando a “rótula” sai do lugar) é bem mais comum em cães pequenos. Segundo o capítulo sobre o tema, cães de pequeno porte têm 12 vezes mais risco do que os de grande porte. Ainda assim, alguns autores citam o Labrador entre as raças de grande porte com maior ocorrência do problema. Vale ficar atento porque, segundo o Tratado, cães com luxação medial de patela têm maior risco de romper o ligamento cruzado cranial.

Como a fisiatria ajuda o Labrador com problemas no quadril, no joelho e na coluna?

Na reabilitação não existe protocolo padrão. O Tratado mostra que o plano é individualizado conforme a doença, a fase da lesão, a técnica cirúrgica (quando há cirurgia) e o estado geral do animal. A decisão entre tratamento conservador e cirurgia cabe à equipe que conduz o caso. O veterinário fisiatra atua nos dois caminhos: antes da cirurgia, depois dela e no tratamento sem cirurgia.

Como é a avaliação

  • Apoio e marcha: o quanto o cão apoia a pata e como ele anda.
  • Músculos: presença de contraturas e perda de massa muscular, acompanhada pela medida da circunferência da coxa (perimetria).
  • Articulações: dor à movimentação e medição dos ângulos (goniometria). A amplitude de movimento do quadril varia com a raça. No Labrador Retriever, os ângulos de flexão e extensão descritos são de 50° e 162°, e nas doenças degenerativas espera-se uma redução dessa amplitude.
  • Dor e função: escalas validadas, como o Canine Brief Pain Inventory (CBPI) e o Liverpool Osteoarthritis in Dogs (LOAD), acompanham a evolução ao longo do tratamento.

No quadril (displasia coxofemoral)

O tratamento conservador e a reabilitação física são recomendados para cães de qualquer idade. No tratamento conservador, a reabilitação tem quatro objetivos:

  • reduzir a dor e a inflamação da articulação;
  • melhorar a composição do líquido sinovial (o “lubrificante” da articulação), o que diminui a pressão na cápsula articular e tem efeito analgésico;
  • ganhar massa muscular para estabilizar o quadril, principalmente nos glúteos e nos músculos posteriores da coxa;
  • tratar contraturas e pontos-gatilho (nós musculares dolorosos) que prejudicam a marcha.

O Tratado registra que aproximadamente 75% dos pacientes com artrose discreta chegam a uma marcha próxima do normal com o manejo multimodal, que inclui a fisioterapia. A esteira aquática entra no plano assim que a dor é aliviada, porque ganhar massa muscular cedo e aumentar a amplitude de movimento são objetivos centrais. Em casa, o tutor costuma perceber a evolução no comportamento: o cão fica mais disposto e ativo, come melhor e volta a querer subir na mobília e no carro. Quando o caminho é cirúrgico, a reabilitação também está indicada. No caso da denervação, por exemplo, os autores do capítulo recomendam fisioterapia antes e depois do procedimento.

No joelho (ruptura do ligamento cruzado)

  • Antes da cirurgia (pré-reabilitação): reduzir dor e inflamação e fortalecer o quadríceps e os músculos que estabilizam a pata traseira. Isso pode contribuir para uma recuperação mais eficiente depois do procedimento.
  • Depois da cirurgia: o protocolo segue a técnica usada e as orientações do cirurgião. Inclui controle da dor e da inflamação, recuperação muscular e exercícios de propriocepção (a noção de posição do corpo), que ajudam o cão a voltar a apoiar a pata com segurança.
  • A outra pata: durante a recuperação, o membro oposto costuma ficar sobrecarregado, o que favorece a ruptura do ligamento desse lado. No Labrador, cuidar da outra pata faz parte do tratamento.
  • Retorno às atividades: atividades de alto impacto ficam restritas nos primeiros 90 dias após a cirurgia, e a esteira aquática só entra com a liberação do cirurgião.

O Tratado mostra que o fortalecimento progressivo da musculatura da pata traseira contribui de maneira decisiva para estabilizar o joelho e melhora o prognóstico funcional a médio e longo prazo.

Na coluna (hérnia de disco)

  • Fase aguda, sem indicação cirúrgica: a reabilitação pode ser suficiente para controlar a dor, reduzir a contração muscular e favorecer a recuperação funcional.
  • Hérnia no pescoço: mesmo em uma raça que gosta de água, a natação e a esteira aquática devem ser evitadas enquanto o cão ainda sente dor, porque ele estende o pescoço para manter a cabeça fora da água. Depois que a dor é controlada, essas atividades podem entrar aos poucos.
  • Repouso orientado: mesmo com a melhora, é preciso restringir saltos, escadas e brincadeiras intensas por aproximadamente 20 a 30 dias a partir do início da crise.
  • Depois da cirurgia: fotobiomodulação (laserterapia) e magnetoterapia ajudam a modular a inflamação. O trabalho inclui ainda mobilidade, equilíbrio, propriocepção e recuperação da força.
  • Protrusões crônicas: a melhora tende a ser gradual, ao longo de semanas ou meses. Os principais ganhos costumam ser menos dor, mais qualidade de vida e mais funcionalidade.

Se não houver resposta satisfatória, o Tratado orienta reavaliar o paciente e considerar a cirurgia. Reabilitação e cirurgia trabalham juntas, e uma não exclui a outra.

RecursoPara que serve, segundo o Tratado
Campos eletromagnéticos pulsados (magnetoterapia)No quadril, ajudam no controle evolutivo da artrose, reduzindo a destruição da cartilagem. Depois de cirurgias com corte ósseo (osteotomias), estimulam a cicatrização do osso.
Fotobiomodulação (laserterapia)Ajuda a preservar a cartilagem e a controlar a dor e a inflamação, antes e depois da cirurgia.
Ultrassom terapêuticoAlivia a dor e melhora a mobilidade do quadril. No pós-operatório do joelho, é aplicado na face oposta à do implante.
Esteira aquática (hidroesteira)Ganho de massa muscular com baixo impacto nas articulações, introduzido no momento certo de cada caso.
Cinesioterapia (exercícios terapêuticos)Fortalecimento, equilíbrio e propriocepção, na clínica e em casa, com orientação do veterinário fisiatra.
Massagem e liberação de pontos-gatilhoAlívio de contraturas e das compensações que o cão cria para fugir da dor.

De onde vêm as informações deste artigo?

Todas as informações de saúde deste texto vêm do Tratado de Fisioterapia e Fisiatria de Pequenos Animais, obra dos autores Jennifer Hummel, veterinária fisiatra e Fundadora da Mundo à Parte, e Gustavo Vicente, médico-veterinário especializado em fisioterapia e ortopedia, também Fundador. Foram usados os capítulos Afecções da Articulação Coxofemoral (Bruno Watanabe Minto, Fernando Yoiti Kitamura Kawamoto, Guilherme Galhardo Franco e Alefe Luiz Caliani Carrera), Reabilitação da Coxofemoral (Gustavo Vicente e Jennifer Hummel), Insuficiência do Ligamento Cruzado Cranial e Lesão de Menisco (Eloy Curuci e Wendell Barboza), Reabilitação na Insuficiência do LCC (Gustavo Vicente e Jennifer Hummel), Doença do Disco Intervertebral e sua reabilitação (Jennifer Hummel) e Luxação de Patela (Daniel Tonin Benedetti, Alexandre Schmaedecke e Danilo Marques).

Quando levar o Labrador para uma avaliação com veterinário fisiatra?

  • quando ele manca, tem dificuldade para levantar ou evita escadas, rampas e o carro;
  • quando você nota perda de massa muscular nas coxas ou no quadril;
  • quando há dor ou rigidez no pescoço, ou lambedura excessiva dos dedos;
  • quando já existe diagnóstico de displasia, ruptura do ligamento cruzado ou hérnia de disco;
  • antes e depois de uma cirurgia ortopédica ou de coluna.

A reabilitação não promete cura. Ela trabalha para reduzir a dor, recuperar a função e devolver qualidade de vida, lado a lado com o veterinário que acompanha o seu cão. A Mundo à Parte tem mais de 100 unidades em 9 países com veterinários fisiatras. Encontre a unidade mais próxima e agende a avaliação do seu Labrador.

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Perguntas frequentes

O Labrador tem predisposição à displasia coxofemoral?

Sim. O Tratado de Fisioterapia e Fisiatria de Pequenos Animais coloca o Labrador Retriever entre as principais raças acometidas pela displasia coxofemoral, uma doença hereditária que aparece principalmente em cães de raças grandes, de crescimento rápido. Alimentação excessiva, ganho de peso rápido, castração precoce e suplementação de cálcio estão entre os fatores externos que influenciam a doença.

Se o Labrador rompeu o ligamento cruzado de uma pata, a outra corre risco?

Sim. Segundo o Tratado, cerca de 50% dos labradores podem apresentar a ruptura do ligamento cruzado cranial na outra pata dentro de 5,5 meses do diagnóstico inicial. Por isso, a reabilitação também cuida do membro oposto, que costuma ficar sobrecarregado durante a recuperação.

Labrador tem hérnia de disco?

Pode ter. O Labrador aparece na rotina entre as raças não condrodistróficas com hérnia do tipo protrusão, em que o disco se desgasta e comprime a medula aos poucos. Junto com o Rottweiler, é das raças mais predispostas ao segmento C6-C7, na parte baixa do pescoço. Nessas raças, os sinais surgem em uma idade média de 6 a 8 anos.

A fisiatria substitui a cirurgia?

Não. A decisão entre tratamento conservador e cirurgia é da equipe que conduz o caso, e a reabilitação se adapta a esse caminho. Ela atua antes da cirurgia, para reduzir dor e fortalecer a musculatura, depois dela, para recuperar a função, e também no tratamento sem cirurgia.

Meu Labrador gosta de nadar. A hidroterapia serve sempre?

Nem sempre, e nem desde o primeiro dia. Na displasia, a esteira aquática entra assim que a dor é aliviada. Depois da cirurgia do ligamento cruzado, ela só entra com a liberação do cirurgião. Na hérnia de disco no pescoço em tratamento conservador, a natação e a esteira aquática devem ser evitadas enquanto houver dor. Quem define o momento é o veterinário fisiatra.

Onde encontro um veterinário fisiatra para o meu Labrador?

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