Pug: doenças mais comuns e como a reabilitação ajuda

Pug sentado em sala de reabilitação veterinária

O Pug é um cão de companhia de pequeno porte originário da China, conhecido pelo rosto enrugado, pela cauda enrolada sobre as costas e pelo temperamento afetuoso, e é uma das raças que o Tratado de Fisioterapia e Fisiatria de Pequenos Animais cita pelo nome entre as afetadas pela luxação de patela e pela necrose asséptica da cabeça do fêmur (doença de Legg-Calvé-Perthes). Além dessas duas condições, todo tutor de Pug deve saber reconhecer a hérnia de disco, uma urgência de coluna que pode acontecer em cães de diferentes raças. As três têm tratamento, e em todas a reabilitação com veterinário fisiatra faz parte do caminho.

Quem convive com um Pug sabe que ele ocupa um espaço enorme na casa e na rotina da família. Este guia reúne o essencial sobre a raça e, principalmente, mostra como reconhecer em casa os sinais dessas condições, por que vale agir cedo e o que a reabilitação faz em cada caso.

Em resumo:

  • O Pug aparece pelo nome entre as raças afetadas pela luxação de patela e pela necrose asséptica da cabeça do fêmur.
  • O sinal mais típico da luxação de patela é o “coice”: o cão estica a pata traseira para trás, e na maioria das vezes esse movimento devolve a patela ao lugar.
  • Um Pug jovem mancando de uma pata traseira precisa de avaliação: a necrose asséptica da cabeça do fêmur é uma das suspeitas.
  • A hérnia de disco pode acontecer em cães de diferentes raças. Perder a capacidade de andar é sinal de urgência.
  • A reabilitação atua no tratamento conservador, antes e depois da cirurgia. Quando o cão trata a hérnia e não volta a andar, o andar medular é a reabilitação de última chance.

De onde vem o Pug?

O Pug é uma das raças de companhia mais antigas que se conhece. Surgiu na China, onde era o cão das famílias da corte imperial e vivia cercado de cuidados dentro dos palácios.

Comerciantes holandeses levaram a raça para a Europa, e o Pug logo conquistou as casas nobres, com destaque para a Casa de Orange, na Holanda. Mais tarde, fez sucesso na Inglaterra, onde a rainha Vitória foi uma das admiradoras famosas. O lema tradicional da raça resume bem o que ela é: “multum in parvo”, ou seja, “muito em pouco”. As cores mais conhecidas são o abricó (bege-dourado) com a máscara escura no rosto, o prata e o preto.

Como é o temperamento do Pug?

  • Afetuoso: é muito ligado ao tutor e costuma segui-lo pela casa como uma sombra.
  • Sociável: em geral se dá bem com pessoas, crianças e outros animais.
  • Bem-humorado e brincalhão: gosta de interagir e de chamar a atenção da família.
  • Tranquilo dentro de casa: adapta-se bem a apartamentos e à rotina da família.
  • Determinado: pode ser teimoso, e por isso responde melhor a treinos com paciência e recompensas.

Quais cuidados básicos o Pug precisa?

  • Escovação regular: o pelo é curto, mas solta bastante. Escovar com frequência deixa a pelagem mais bonita e a casa mais limpa.
  • Higiene das dobrinhas do rosto: as rugas merecem atenção na rotina de limpeza, sempre com delicadeza e deixando a região bem seca.
  • Companhia: o Pug gosta de estar perto da família e se sente melhor quando participa do dia a dia da casa.
  • Socialização desde cedo: contato com pessoas, outros cães e ambientes diferentes deixa o Pug mais confiante.
  • Atividade e estímulo mental: passeios, brincadeiras e jogos de faro fazem parte da rotina.
  • Acompanhamento veterinário de rotina: o veterinário de confiança orienta vacinas, alimentação, higiene e exames ao longo da vida.

Quais são as doenças mais comuns no Pug e como a reabilitação ajuda?

Três condições merecem atenção de todo tutor de Pug. Duas estão nas patas traseiras, e o Tratado cita a raça pelo nome em ambas: a luxação de patela, no joelho, e a necrose asséptica da cabeça do fêmur, no quadril. A terceira, a hérnia de disco, está na coluna: pode acontecer em cães de diferentes raças, e reconhecer os sinais cedo faz diferença. A tabela abaixo resume o que observar:

CondiçãoOnde afetaSinal que o tutor costuma perceberPor que está neste guia
Luxação de patelaJoelho“Coice” com a pata traseira e mancar que vai e voltaO Tratado cita o Pug entre as raças afetadas
Necrose asséptica da cabeça do fêmurQuadrilCão jovem mancando de uma pata traseira, com perda de músculo na pataO Tratado cita o Pug entre as raças afetadas
Hérnia de discoColunaDor, costas curvadas, fraqueza ou desequilíbrio nas patasUrgência que todo tutor deve saber reconhecer

O que é a luxação de patela no Pug?

A patela (popularmente chamada de rótula) é o osso do joelho que desliza sobre o sulco troclear, uma espécie de trilho na ponta do fêmur, a cada movimento. Na luxação de patela, ela perde esse encaixe e sai do trilho. A grande maioria das luxações é medial, com a patela saindo para o lado de dentro da pata, e os cães de pequeno porte são os mais afetados.

O Pug está na lista das raças mais comuns afetadas, ao lado de Poodle, Yorkshire Terrier, Chihuahua, Bulldog Francês, Lhasa Apso, Shih-tzu e outras. As fêmeas são mais afetadas do que os machos. A luxação de patela não é uma doença em si, e sim um sinal clínico. Hoje ela é considerada uma alteração do desenvolvimento: normalmente o cão nasce normal e o problema aparece durante o crescimento ou mais tarde.

Sinais que o tutor percebe em casa:

  • O “coice”: o cão estica a pata traseira para trás. Na maioria das vezes, esse movimento faz a patela voltar ao sulco.
  • Mancar que vai e volta em uma pata traseira.
  • Dor ao toque no joelho.
  • Menos peso na pata afetada, com perda de músculo nela, e mais peso nas patas da frente.
  • Resistência a dobrar o joelho, o que favorece contraturas e perda de músculo mais cedo.
  • Menos disposição e dificuldade para andar, com o passar do tempo.

Atenção: a luxação de patela pode passar despercebida por anos, porque no início pode não dar sinais. Alguns cães adultos só começam a mancar quando o joelho já desenvolveu artrose ou quando o ligamento cruzado se rompe.

Gravidade: as consequências para o joelho são sérias. Com o tempo, podem surgir lesões na cartilagem, artrose, desvios nos ossos do fêmur e da tíbia e lesões no ligamento cruzado. Por isso, a orientação é tratar cedo, mesmo com sinais leves: deixar a instabilidade de lado permite danos irreversíveis ao joelho. O lado bom é que o prognóstico é bom. Ele depende da experiência do cirurgião, da gravidade da luxação e de quanta artrose o joelho já tem, e mesmo casos avançados podem melhorar bastante depois da cirurgia.

O que é a necrose asséptica da cabeça do fêmur?

A necrose asséptica da cabeça do fêmur é uma falta de irrigação sanguínea local, sem inflamação, na cabeça do fêmur, a parte do osso da coxa que se encaixa no quadril. Sem sangue, o osso dessa região morre e se deforma. O cão passa a mancar da pata afetada e, com o tempo, a articulação se desgasta.

Os cães de raças pequenas são os mais afetados, principalmente os toys e terriers, e o Pug é citado pelo nome ao lado de Yorkshire Terrier, West Highland White Terrier, Poodle Toy e Lhasa Apso. A maior parte dos pacientes é jovem, entre 4 e 11 meses, sem preferência entre machos e fêmeas, e em alguns casos os dois lados do quadril são afetados.

Sinais que o tutor pode notar:

  • mancar que começa devagar, quase sempre de um lado só, e piora ao longo de algumas semanas;
  • perda de músculo na pata, que na maioria das vezes é a queixa mais percebida;
  • irritação, menos apetite e lambedura excessiva na pele da região.

Gravidade: nos casos leves, a doença pode não dar sinais. Nos mais graves, o cão manca de repente, manca de forma intermitente ou deixa de usar a pata. O veterinário confirma a suspeita com o exame físico e o raio-X. A luxação de patela é um dos principais diagnósticos diferenciais, ou seja, as duas condições podem parecer semelhantes para o tutor, e é o exame que separa uma da outra.

Tratamento: o tratamento conservador resolve o mancar em uma minoria dos casos. Por isso, o tratamento é preferencialmente cirúrgico, principalmente com a retirada da cabeça e do colo do fêmur (excisão artroplástica) ou com a prótese total do quadril, e a cirurgia resolve o desconforto e o mancar na grande maioria dos casos. Agir cedo conta: o resultado depois da cirurgia tende a ser pior quando o cão já não apoiava a pata ou tinha perdido muito músculo.

Hérnia de disco: por que todo tutor de Pug deve saber reconhecer?

A hérnia de disco é uma das doenças de coluna mais comuns na rotina veterinária e pode acontecer em cães de diferentes raças. Entre as vértebras da coluna existem os discos intervertebrais, que funcionam como amortecedores dos movimentos de caminhar, saltar e correr. Na hérnia, o material do disco entra no canal da coluna e comprime a medula espinhal ou as raízes dos nervos.

Sinais que o tutor percebe dependem do ponto da coluna afetado:

  • Pescoço: dor intensa, pescoço rígido e tremores musculares. Às vezes, o cão manca de uma pata da frente, perde músculo nela rapidamente e lambe demais os dedos.
  • Meio das costas: postura curvada por causa da dor, desequilíbrio ao andar, fraqueza nas patas traseiras, dificuldade para urinar e, nos casos mais graves, perda da sensibilidade profunda nas patas.
  • Final da coluna: dor, mancar de uma pata traseira, cauda sem tônus e, conforme a gravidade, perda do controle de urina e fezes.

Gravidade: vai de um quadro só de dor até a perda da capacidade de andar. Quanto mais material entra no canal e mais rápido ele atinge a medula, mais sérios são os sinais. No meio das costas, o quadro pode piorar depressa, principalmente se o cão continua se movimentando: um cão que melhora um pouco no início e volta a pular do sofá pode piorar. Os tratamentos conservadores, como repouso e fisioterapia, têm resultados favoráveis quando o movimento não foi tão afetado. A cirurgia é mais indicada para dor intensa e persistente ou quando o cão não consegue mais andar. Se o cão perde a capacidade de andar ou a sensibilidade profunda das patas, é urgência: a avaliação deve ser imediata, e a cirurgia, quando indicada, deve acontecer o mais rápido possível.

E se o cão não voltar a andar? Mesmo com o tratamento, alguns cães não recuperam a sensibilidade das patas traseiras. Para eles existe o andar medular (também chamado de caminhar espinhal): a reabilitação de última chance, indicada quando a lesão está no meio das costas, que estimula os circuitos de reflexo da medula para que o cão volte a dar passos de forma involuntária. Por isso, perder a sensibilidade não deve desencorajar o tratamento nem a fisioterapia.

Como a reabilitação com veterinário fisiatra ajuda o Pug?

A reabilitação não substitui a cirurgia quando ela é necessária: trabalha junto com ela. O plano é sempre individual, definido pelo veterinário fisiatra conforme a doença, a fase e o tratamento escolhido.

CondiçãoO que a reabilitação busca
Luxação de patelaAliviar a dor, fortalecer os músculos que estabilizam o joelho e preparar o cão para a cirurgia e para a recuperação depois dela
Necrose asséptica da cabeça do fêmurDepois da cirurgia, formar uma nova articulação funcional e recuperar músculo e movimento
Hérnia de discoControlar a dor, recuperar a marcha e, quando o cão não volta a andar, estimular o andar medular

Na luxação de patela

  • Luxações mais leves, sem desvios nos ossos: o objetivo é aliviar a dor e melhorar a condição dos músculos, para sustentar a estabilidade do joelho.
  • Luxações mais avançadas: o objetivo é preparar a musculatura para a cirurgia. Músculos contraturados são difíceis de manusear durante a operação, e a reabilitação antes dela aumenta a amplitude de movimento, diminui contraturas e alivia a dor. Recursos como infrassom, ultrassom, alongamentos, massagem, radiofrequência, fotobiomodulação (laserterapia) e magnetoterapia auxiliam nessa fase.
  • Depois da cirurgia: aliviar a dor, diminuir aderências, recuperar a mobilidade de forma leve e estimular o apoio da pata o quanto antes. Os exercícios ganham intensidade aos poucos, com foco em massa muscular, mobilidade e em retardar o desgaste do joelho. Na hidroesteira (esteira dentro da água), a água fica na altura do quadril, para o joelho não dobrar por completo.
  • Quando a cirurgia não é o caminho: em cães idosos em que a luxação é só um achado do exame, é raro indicar cirurgia. Com honestidade: no tratamento conservador, a fisioterapia atua no alívio da dor, no controle da inflamação e na qualidade de vida.
  • Cuidado de longo prazo: com ou sem cirurgia, o joelho vai sofrer algum desgaste com o tempo. Por isso, o plano inclui terapias que ajudam a preservar a cartilagem, como ultrassom terapêutico, magnetoterapia e fotobiomodulação.

Na necrose asséptica da cabeça do fêmur

Depois da cirurgia, qualquer que seja a técnica, a reabilitação é recomendada para ajudar a formar uma nova articulação funcional de tecido fibroso (a pseudoartrose) e para recuperar massa muscular e amplitude de movimento. Sem a cabeça do fêmur, quem passa a sustentar o quadril são os músculos e os tecidos ao redor da articulação, e por isso o trabalho muscular é central:

  • Logo após a cirurgia: alívio da dor, controle da inflamação e cicatrização, com movimentação passiva leve, exercícios de equilíbrio leves, caminhadas em guia curta e massagem.
  • Quando o cão apoia parte do peso sem dor, em torno da terceira semana: entram exercícios como senta-e-levanta e deita-e-levanta.
  • Hidroesteira: assim que o cão está sem dor, começando com a água na altura do quadril e baixando o nível aos poucos.
  • Fase final: exercícios de maior desafio, como rampas mais inclinadas e degraus.

Com honestidade: depois dessa cirurgia, o cão não terá marcha e postura totalmente normais, mas fica apto a se movimentar e a fazer as atividades do dia a dia. Um mancar discreto, que vai e volta depois de descanso ou de exercício intenso, pode acontecer. Se aparecerem estalos e dor ao movimentar a articulação, o veterinário fisiatra encaminha o cão ao ortopedista para revisão.

Na hérnia de disco

  • Tratamento conservador, na fase aguda: a reabilitação pode ser suficiente para controlar a dor, reduzir a contração muscular e favorecer a recuperação.
  • Repouso de verdade: o tutor recebe orientação detalhada para evitar saltos, corridas, brincadeiras e passeios até o quadro se estabilizar. Quando a dor passa, muitos cães voltam a pular nos móveis e subir escadas, e a restrição precisa continuar por algumas semanas, mesmo com a aparente melhora.
  • Hérnia no pescoço: natação e hidroesteira ficam para depois, porque o cão estica o pescoço para manter a cabeça fora da água, o que pode aumentar a dor. Com a dor controlada, entram aos poucos.
  • Depois da cirurgia: o retorno à fisioterapia deve ser precoce, com a liberação do cirurgião. A reabilitação continua fundamental para controlar a inflamação e recuperar sustentação, equilíbrio, força e resistência, com recursos como fotobiomodulação e magnetoterapia.
  • Cuidados de enfermagem: no cão que não anda, mudar a posição de deitar com regularidade, esvaziar a bexiga do jeito certo e manter o cão limpo e seco previnem feridas e infecções.

A recuperação costuma seguir a ordem inversa da perda: primeiro volta a sensibilidade profunda, depois os movimentos e a marcha, e por último o senso de posição das patas. Muitos cães chegam à fisioterapia sem sensibilidade profunda e a recuperam durante o tratamento. Com honestidade: em lesões mais graves, algumas sequelas podem ser permanentes.

O andar medular, a reabilitação de última chance: quando o cão não recupera a sensibilidade profunda depois da cirurgia, a reabilitação passa a estimular os reflexos preservados da medula para desenvolver o andar medular. O trabalho combina hidroesteira, estímulo dos reflexos das patas, eletroestimulação para ganho de músculo e exercícios repetidos em casa, orientados e revisados pelo veterinário fisiatra. O desenvolvimento do andar medular é diretamente proporcional à quantidade de exercício realizada. Com honestidade: é um andar involuntário, com passos que não acompanham bem as patas da frente e dificuldade nas curvas, e o cão continua precisando de cuidados permanentes com bexiga, intestino e pele.

Quais cuidados ajudam em casa?

  • Luxação de patela: evite exercícios que dobram muito o joelho, como senta-e-levanta, deita-e-levanta e natação, principalmente logo depois da cirurgia e nos casos em tratamento conservador.
  • Não teste a patela com as mãos: conferir se ela sai do lugar com manobras manuais pode causar complicação no procedimento cirúrgico.
  • Hérnia de disco: nada de saltos do sofá, escadas e corridas enquanto o veterinário não liberar.
  • Exercícios em casa, do jeito certo: na reabilitação neurológica, o veterinário fisiatra ensina os exercícios e confere se o tutor aprendeu a fazer antes de liberá-lo. A sondagem da bexiga não deve ser feita pelo tutor.
  • Siga o plano individual: um exercício evitado em uma condição pode ser indicado em outra. Por exemplo, o senta-e-levanta é evitado na luxação de patela e entra na recuperação do quadril.

De onde vêm as informações deste guia?

As informações de saúde deste conteúdo vêm do Tratado de Fisioterapia e Fisiatria de Pequenos Animais, dos autores Jennifer Hummel, veterinária fisiatra e Fundadora da Mundo à Parte, e Gustavo Vicente, médico-veterinário especializado em fisioterapia e ortopedia e também Fundador da Mundo à Parte. O Tratado cita o Pug pelo nome entre as raças afetadas pela luxação de patela e pela necrose asséptica da cabeça do fêmur. O capítulo sobre luxação de patela é assinado por Daniel Tonin Benedetti, Alexandre Schmaedecke e Danilo Marques; o capítulo sobre afecções da articulação coxofemoral, por Bruno Watanabe Minto, Fernando Yoiti Kitamura Kawamoto, Guilherme Galhardo Franco e Alefe Luiz Caliani Carrera; o capítulo sobre doença do disco intervertebral, por Jennifer Hummel; o capítulo sobre caminhar espinhal, por Bruno Martins Araújo e Eduardo Alberto Tudury; os capítulos de reabilitação na luxação de patela e na coxofemoral, por Jennifer Hummel e Gustavo Vicente; e os capítulos de reabilitação na doença do disco intervertebral e no andar medular, por Jennifer Hummel. É o mesmo conhecimento que orienta os veterinários fisiatras da rede Mundo à Parte, presente em mais de 100 unidades em 9 países.

Este artigo é informativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

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Perguntas frequentes

Quais são as doenças mais comuns no Pug?

O Tratado de Fisioterapia e Fisiatria de Pequenos Animais cita o Pug pelo nome entre as raças afetadas por duas condições que comprometem o movimento: a luxação de patela, no joelho, e a necrose asséptica da cabeça do fêmur, no quadril. Além delas, todo tutor deve saber reconhecer a hérnia de disco, uma urgência de coluna que pode acontecer em cães de diferentes raças. Em todas, a reabilitação com veterinário fisiatra faz parte do tratamento.

Meu Pug dá um coice com a pata traseira. Pode ser luxação de patela?

Pode. Alguns tutores percebem o cão esticando a pata traseira para trás, como um coice. Na maioria das vezes, esse movimento devolve a patela ao sulco do fêmur. Mancar de forma intermitente e dor ao toque no joelho também são sinais. Quem confirma é o veterinário, no exame físico.

Meu Pug é filhote e está mancando de uma pata traseira. O que pode ser?

Uma das possibilidades é a necrose asséptica da cabeça do fêmur, que afeta principalmente cães jovens de raças pequenas, toys e terriers, com o Pug entre os exemplos citados. A luxação de patela também entra na lista de suspeitas. Só o exame, com apoio do raio-X, diferencia uma da outra.

Como saber se o meu Pug está com hérnia de disco?

Os sinais dependem do ponto da coluna afetado: dor e pescoço rígido, costas curvadas por causa da dor, desequilíbrio ao andar, fraqueza nas patas traseiras ou dificuldade para urinar. Se o cão perde a capacidade de andar ou a sensibilidade das patas, é urgência e ele deve ser avaliado imediatamente.

Um cão com hérnia de disco que não volta a andar ainda tem chance?

Muitos cães recuperam a marcha com tratamento conservador ou cirúrgico e reabilitação, e a recuperação depende da gravidade da lesão. Quando o cão não recupera a sensibilidade das patas traseiras, o andar medular é a reabilitação de última chance: um andar involuntário, estimulado pelos reflexos da medula, que exige exercício intenso e cuidados permanentes.

A fisioterapia substitui a cirurgia no Pug?

Não. Quando a cirurgia é indicada, a reabilitação trabalha junto: prepara os músculos antes, acelera a recuperação depois e ajuda a proteger as articulações ao longo do tempo. Em casos em que a cirurgia não é indicada, o tratamento conservador com reabilitação atua na dor, na inflamação e na qualidade de vida.

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