NDTV / ND Mais (Grupo ND) — programa “Ver Mais Blumenau” · Exibido em 24 de outubro de 2024 · 5min42s · Matéria original: “Hidroterapia em pets: abordagem utiliza água de forma terapêutica”
Em 24 de outubro de 2024, o programa “Ver Mais Blumenau”, da NDTV, gravou uma reportagem sobre hidroterapia veterinária dentro da unidade Mundo à Parte de Blumenau, no bairro Victor Konder. Quem explicou o tratamento na reportagem foi a médica-veterinária Paula Raquel Lopes de Souza, responsável técnica da unidade. A matéria acompanhou o atendimento da Tequila, uma cadela com displasia coxofemoral, e ouviu a tutora dela. Nesta página, reunimos em texto tudo o que foi explicado no ar — para que quem procura por hidroterapia para cães em Blumenau encontre o conteúdo completo, e não apenas o vídeo.
O que é hidroterapia para cães e por que a água funciona?
A hidroterapia é uma das terapias que compõem a reabilitação veterinária. Ela usa as propriedades físicas da água — flutuação e resistência — a favor do paciente, dentro de uma hidroesteira ou piscina, sob supervisão profissional.
“A hidroterapia é uma das terapias que compreendem a reabilitação veterinária. Nessa terapia, a gente utiliza as próprias propriedades físicas da água em favor do paciente, do pet.”
Paula Raquel Lopes de Souza, médica-veterinária responsável técnica da Mundo à Parte Blumenau, ao programa Ver Mais Blumenau (NDTV)
Na reportagem, Paula explicou os dois efeitos principais:
- Flutuabilidade (empuxo). A água sustenta parte do peso do animal. Isso permite que pacientes que têm dificuldade de ficar em pé — seja por um problema neurológico, como hérnia de disco com perda de movimentação, seja por um pós-operatório ortopédico em que o cão ainda não consegue apoiar o membro — voltem a se movimentar com segurança.
- Resistência (arrasto). Caminhar dentro da água é mais difícil do que caminhar em terra firme. Essa resistência extra é usada para ganho de musculatura. A própria veterinária fez a comparação no ar: é como caminhar dentro do mar, na praia — pesado.
“Pacientes que têm dificuldade em ficar de pé, seja por um problema neurológico, uma hérnia de disco, em que ele chegou a perder movimentação, ou até um pós-cirúrgico ortopédico em que ele não está conseguindo apoiar ou ficar de pé — a água vai ajudar com essa questão da flutuabilidade.”
Paula Raquel Lopes de Souza, Mundo à Parte Blumenau
Para quais casos a hidroterapia é indicada?
Segundo a veterinária, a lista de indicações é ampla. Na reportagem, foram citados:
- Displasia coxofemoral (displasia de quadril) — o caso da Tequila
- Displasia de cotovelo
- Luxação de patela
- Instabilidade de ligamento cruzado
- Problemas ortopédicos em geral, tanto em tratamento conservador (não cirúrgico) quanto em pós-cirúrgico
- Problemas neurológicos, entre eles a hérnia de disco
- Pós-operatórios em geral
- Sobrepeso
Os objetivos do tratamento, como apresentados no programa, são melhorar a mobilidade, aliviar a dor e favorecer uma recuperação mais rápida.
“Tem uma gama bem ampla de indicações.”
Paula Raquel Lopes de Souza, Mundo à Parte Blumenau
Não são fisioterapeutas: são médicos-veterinários fisiatras
Um dos momentos mais importantes da reportagem foi a distinção que a própria Paula fez, no ar, sobre a formação de quem conduz a reabilitação:
“Como nós não somos fisioterapeutas — nós somos fisiatras. Nós somos médicos veterinários graduados em medicina veterinária, com especialização em reabilitação. Então, chegando até a gente, conseguimos fazer também uma avaliação do ponto de vista ortopédico, neurológico, focado em coluna, e conseguimos triar as melhores terapias e conversar com o tutor. Por nós também sermos médicos veterinários, a gente consegue cobrir a questão diagnóstica.”
Paula Raquel Lopes de Souza, médica-veterinária responsável técnica da Mundo à Parte Blumenau
A diferença é prática e importa para o tutor. O profissional que atende o seu pet em uma unidade Mundo à Parte é médico-veterinário com especialização em reabilitação — o veterinário fisiatra. Isso significa que a avaliação ortopédica e neurológica, a leitura do caso e a definição do protocolo acontecem no mesmo lugar em que a terapia é aplicada. O tutor não recebe apenas uma sessão: recebe um diagnóstico funcional e um plano.
Existe idade mínima para começar? E gato pode fazer hidroterapia?
Perguntada na reportagem sobre idade e espécie, Paula respondeu que a idade não é, por si só, uma contraindicação — desde filhote a hidroterapia já pode ser utilizada.
Sobre espécies, a maior parte dos pacientes são cães, mas gatos também já foram adaptados à hidroesteira na unidade. A ressalva feita no ar é clínica e vale registrar: a adaptação é feita com gatos mais tranquilos, porque o objetivo nunca é gerar um estresse que acabe sendo prejudicial ao animal.
Como o tutor percebe que o pet precisa de hidroterapia?
Este é o ponto mais útil da reportagem para quem está em casa observando o próprio cão ou gato. Paula listou sinais que o tutor consegue notar no dia a dia e que justificam procurar avaliação:
- Mancar
- Dificuldade para levantar
- Sobrepeso
- Paralisia — perda de movimentação, que pode aparecer de um dia para o outro em doenças como a hérnia de disco, uma das principais atendidas na unidade
“Problemas de locomoção ou sobrepeso já são algo para acender uma luzinha para o tutor.”
Paula Raquel Lopes de Souza, Mundo à Parte Blumenau
Notar o sinal é o primeiro passo. O segundo é a avaliação com um veterinário fisiatra, que vai identificar a origem do problema e definir quais terapias fazem sentido para aquele paciente — a hidroterapia é uma delas, não a única.
Quanto tempo dura o tratamento? O caso da Tequila
A Tequila descobriu a displasia coxofemoral em uma consulta de rotina, quando a tutora fez uma radiografia. O diagnóstico veio cedo, e foi justamente isso que orientou a conduta: começar a manutenção enquanto a cadela ainda é jovem, para garantir conforto ao longo da vida.
“Ela é uma cachorra bem mais ativa agora que está com controle de dor. E ela faz manutenção, está melhorando a musculatura. A melhora da vida dela foi total.”
Tutora da Tequila, ao Ver Mais Blumenau
Sobre a duração do tratamento, a resposta da veterinária foi direta: no caso da Tequila, é para a vida toda — porque a displasia coxofemoral não tem cura, é um problema degenerativo, com questões genéticas associadas. O que muda ao longo do tempo é a frequência:
- Início: duas vezes por semana
- Depois: uma vez por semana
- Atualmente (à época da reportagem): cerca de uma vez a cada 15 dias
“A ideia é a gente conseguir espaçar e manter no intervalo de tempo em que ela se mantenha sem dor, com a musculatura fortalecida, mantendo qualidade de vida.”
Paula Raquel Lopes de Souza, Mundo à Parte Blumenau
É assim que a reabilitação funciona em doenças crônicas: não se trata de uma sequência fechada de sessões até a alta, mas de encontrar o intervalo mínimo que mantém o animal sem dor e com musculatura preservada.
Ficha técnica da reportagem
- Veículo: NDTV / ND Mais (Grupo ND) — Santa Catarina
- Programa: Ver Mais Blumenau
- Título original: “Hidroterapia em pets: abordagem utiliza água de forma terapêutica”
- Data de exibição: 24 de outubro de 2024
- Duração: 5min42s
- Local da gravação: unidade Mundo à Parte Blumenau — Rua Timbó, 181, Victor Konder
- Participação: M.V. Paula Raquel Lopes de Souza (responsável técnica da unidade), a tutora da Tequila e a paciente
- Assista na fonte: ndmais.com.br · canal Programa Ver Mais Blumenau, no YouTube
Onde fazer hidroterapia para cães e gatos em Blumenau
A unidade que recebeu a equipe do Ver Mais Blumenau é a Mundo à Parte Blumenau, unidade franqueada da rede Mundo à Parte — rede brasileira de reabilitação veterinária fundada em 2012, em Porto Alegre, por Jennifer Hummel e Gustavo Vicente, hoje com mais de 100 unidades em 9 países.
- Endereço: Rua Timbó, 181 — Victor Konder, Blumenau/SC — CEP 89012-180
- Telefone: (47) 99952-2023
- E-mail: blumenau@mundoaparte.com.br
- Responsáveis técnicos: M.V. Esp. Paula Raquel Lopes de Souza, M.V. Esp. Paulo Matheus Lopes de Souza e M.V. Esp. Mylena Rech Knaesel
- Página da unidade: mundoaparte.com.br/unidades_mundo/blumenau/
Seu cão está mancando ou com dificuldade para levantar?
Se você reconheceu no seu pet algum dos sinais que a Paula apontou — mancar, dificuldade para levantar, sobrepeso ou perda de movimentação —, o próximo passo é uma avaliação com um veterinário fisiatra.
Ligue para a Mundo à Parte Blumenau no (47) 99952-2023 ou escreva para blumenau@mundoaparte.com.br e agende a avaliação do seu cão ou gato. O atendimento é na Rua Timbó, 181, no Victor Konder — o mesmo endereço onde a reportagem foi gravada.