O São Bernardo é uma raça de porte gigante, originária dos Alpes suíços, onde era criada por monges para ajudar no resgate de viajantes na neve, e aparece no Tratado de Fisioterapia e Fisiatria de Pequenos Animais em duas listas: entre as principais raças acometidas pela displasia coxofemoral e entre as raças não condrodistróficas que mais aparecem na rotina com a degeneração do disco que leva à hérnia de disco protrusiva.
Este guia tem três partes. Primeiro, quem é o São Bernardo. Depois, o que a ciência sabe sobre o quadril e a coluna da raça e quais sinais merecem atenção. Por fim, como o veterinário fisiatra atua na reabilitação.
De onde vem o São Bernardo?
A raça leva o nome do Passo do Grande São Bernardo, uma travessia nos Alpes entre a Suíça e a Itália. Ali, os monges de um antigo hospício, um abrigo para quem cruzava as montanhas, passaram a criar cães grandes e fortes, que acompanhavam as buscas e ajudavam a encontrar pessoas perdidas na neve.
O mais famoso desses cães se chamava Barry e virou símbolo da raça na Suíça. Já a imagem do São Bernardo com um barrilzinho pendurado no pescoço é mais criação de pintores e ilustradores do que história.
Como é o temperamento do São Bernardo?
- Calmo: dentro de casa, costuma ter um jeito sereno e tranquilo.
- Gentil e paciente: em geral convive bem com crianças e com outros animais. Por causa do tamanho, brincadeiras com crianças pequenas pedem supervisão, porque ele pode derrubá-las sem querer.
- Afetuoso e leal: é muito apegado à família e gosta de ficar perto das pessoas.
- Amistoso: o tamanho impõe respeito, mas a índole costuma ser dócil.
- Às vezes teimoso: aprende bem, mas responde melhor a um treino feito com calma, paciência e constância.
Quais cuidados básicos o São Bernardo pede no dia a dia?
- Educação desde filhote: ensinar a andar na guia sem puxar e a não pular nas pessoas enquanto ele ainda é pequeno evita muito trabalho quando chegar ao tamanho adulto.
- Socialização: conviver com pessoas, sons e outros cães desde cedo ajuda a formar um adulto equilibrado.
- Espaço: um cão gigante precisa de lugar para se deitar, se levantar e circular com conforto.
- Pelagem: a raça tem variedades de pelo curto e de pelo longo, e as duas pedem escovação regular, principalmente nas épocas de troca.
- Baba e higiene: o São Bernardo costuma babar bastante. Vale ter uma toalha à mão e limpar o rosto e as dobras da boca com frequência.
- Clima: é uma raça de origem alpina, de pelagem densa. Prefira passeios nas horas mais frescas do dia e garanta sombra e água fresca.
- Passeios diários: caminhadas em ritmo tranquilo fazem parte da rotina.
Os cuidados com o quadril e a coluna ficam na próxima seção, que se baseia exclusivamente no Tratado.
Quais são as doenças mais comuns no São Bernardo e como a reabilitação ajuda?
Nos capítulos do Tratado de Fisioterapia e Fisiatria de Pequenos Animais usados neste artigo, duas condições citam o São Bernardo pelo nome: a displasia coxofemoral, que com o tempo leva à doença articular degenerativa (artrose) do quadril, e a hérnia de disco protrusiva, típica das raças não condrodistróficas.
O que é a displasia coxofemoral?
É uma síndrome em que a articulação do quadril, onde a cabeça do fêmur se encaixa na pelve (no acetábulo), se desenvolve de forma anormal. O encaixe fica frouxo e instável e, com o tempo, isso leva à doença articular degenerativa, a artrose. O Tratado a descreve como uma das afecções ortopédicas mais frequentemente diagnosticadas no cão.
Por que o São Bernardo está entre as raças mais afetadas?
A displasia tem caráter hereditário, com forte influência genética, e aparece principalmente em cães de raças grandes a gigantes, de crescimento e desenvolvimento rápido. O Tratado lista como principais raças acometidas o Pastor Alemão, o Rottweiler, o Labrador Retriever, o Mastiff, o São Bernardo e o Golden Retriever.
O filhote predisposto nasce com o quadril normal. Entre 30 e 60 dias, as alterações começam e a articulação passa a se desenvolver de forma anormal. A frouxidão faz a cabeça do fêmur sair parcialmente do encaixe (subluxação), as forças sobre a articulação ficam anormais quando o cão apoia o peso, e o resultado é a artrose.
A causa exata ainda é desconhecida. Hoje a displasia é entendida como multifatorial: em animais predispostos, vários genes se expressam junto com influências do ambiente. Entre os fatores externos que determinam se a displasia vai se manifestar, e com que intensidade, o Tratado destaca:
- alimentação excessiva;
- ganho de peso rápido;
- momento da castração;
- suplementação de cálcio.
Machos e fêmeas são afetados da mesma forma. A alimentação do filhote e o momento da castração são assuntos para conversar com o veterinário que acompanha o cão.
Quais sinais da displasia o tutor percebe?
A idade em que os sinais aparecem varia conforme a gravidade e a atenção do tutor. A doença progride ao longo do tempo, e o Tratado separa duas fases:
| Fase | Idade | O que o tutor pode notar |
| Jovem | 4 a 12 meses | Sinais geralmente de início agudo, ligados à frouxidão: manqueira de uma ou das duas patas traseiras, dor na região do quadril, dificuldade para subir escadas e rampas, falta de vontade de se exercitar, andar saltitando e dificuldade para levantar depois de descansar. |
| Adulto | mais de 12 meses | Sinais parecidos, agora ligados à artrose: dor crônica, rigidez e perda de movimento do quadril. |
Com a evolução, também aparecem:
- Musculatura traseira mais fina: perda de massa muscular em volta do quadril, principalmente nos glúteos.
- Peso jogado para a frente: passos curtos e rígidos, com o peso deslocado para as patas dianteiras, que ficam mais musculosas, enquanto as traseiras perdem músculo. As costas podem ficar arqueadas.
- Quadril que “rebola”: oscilação evidente do quadril ou da coluna ao andar.
- Mudança de postura: no início, o cão tende a ficar com as patas traseiras mais afastadas (base ampla). Com o tempo, passa a mantê-las mais próximas (base estreita).
Em alguns cães, os sinais são ausentes ou muito discretos, e a displasia é descoberta por acaso em uma radiografia.
Como a displasia é diagnosticada?
- Exame físico e ortopédico: o veterinário observa a postura e a marcha e movimenta o quadril em flexão e extensão. Dor nesse movimento é mais comum na forma juvenil.
- Manobras de frouxidão: testes como Ortolani, Barlow e Bardens estimam o quanto o quadril está frouxo, principalmente em cães jovens. Um resultado negativo no teste de Ortolani não garante que o cão não vai desenvolver a doença com a idade.
- Radiografia: ajuda a detectar a displasia e a artrose que vem com ela.
- Método PennHIP: uma radiografia feita em posição de estresse mede o índice de distração, que indica a probabilidade de o quadril desenvolver artrose.
## Como é o tratamento da displasia?
A displasia é progressiva e, sem controle, caminha para a artrose e a dor crônica. A boa notícia é que existe tratamento para cada fase. O objetivo é estabilizar indiretamente a articulação, controlar a dor, frear a progressão da artrose, devolver a função das patas e garantir qualidade de vida.
- Tratamento conservador: pode reunir controle da dor com medicação prescrita pelo veterinário, controle de peso, restrição de exercícios e fisioterapia.
- Cirurgia preventiva em filhotes: a sinfisiodese púbica juvenil muda o ângulo do encaixe do quadril e diminui a tendência de a cabeça do fêmur sair do lugar.
- Em cães jovens: a osteotomia dupla ou tripla da pelve aumenta a cobertura da cabeça do fêmur e reduz a frouxidão.
- Em adultos com dor e artrose: existem as cirurgias de salvamento, como a prótese total do quadril, a denervação e a excisão da cabeça e do colo do fêmur.
A escolha leva em conta a idade e o tamanho do cão, o nível de desconforto, as alterações na radiografia, a gravidade dos sinais, o comportamento, outras doenças presentes, os riscos e os cuidados exigidos depois da cirurgia.
O que é a hérnia de disco protrusiva?
Entre as vértebras ficam os discos intervertebrais, que funcionam como amortecedores da coluna nos movimentos de caminhar, saltar e correr. O Tratado divide as raças em dois grupos: as condrodistróficas (como o Dachshund) e as não condrodistróficas. O São Bernardo está na lista das não condrodistróficas que mais aparecem na rotina com degeneração do disco, ao lado de raças como Boxer, Labrador, Pastor Alemão, Rottweiler, Dogue Alemão e Doberman.
Nesse grupo, o tipo característico é a hérnia protrusiva (Hansen tipo II). O disco se desgasta ao longo da vida, num processo natural de envelhecimento, perde a capacidade de absorver impactos e se projeta por inteiro para dentro do canal da coluna. O resultado é uma compressão crônica e lenta da medula espinal, com sinais neurológicos que aparecem aos poucos.
- A degeneração aparece mais tarde do que nas raças condrodistróficas: a partir dos 5 anos de idade.
- Quando a doença se manifesta, 50 a 68,7% dos discos já apresentam sinais de degeneração.
- Nas raças não condrodistróficas, os sinais clínicos surgem em uma idade média de 6 a 8 anos.
- É mais frequente na transição entre o pescoço e o tórax, porque em raças de grande porte as articulações entre as vértebras são mais côncavas e dão menos estabilidade, e no final da coluna (região lombossacra), que tem mais movimento e carrega o peso do animal.
- Costuma vir junto de outras alterações degenerativas da coluna, como a espondilomielopatia cervical e a estenose lombossacra, e pode estar associada às espondiloses, pontes ósseas que o corpo forma entre as vértebras para tentar estabilizar uma região instável.
Quais sinais da hérnia de disco o tutor percebe?
Os sinais dependem do trecho da coluna comprimido. A gravidade depende da quantidade de material do disco que entrou no canal e da velocidade com que ele atingiu a medula.
| Região da coluna | O que o tutor pode notar |
| Pescoço (cervical) | Dor intensa, pescoço rígido e pequenos tremores na musculatura. Quando a hérnia aperta uma raiz nervosa, o cão pode mancar de uma pata dianteira, perder músculo nessa pata rapidamente e lamber demais os dedos. Com compressão maior, aparecem falta de coordenação e fraqueza nas quatro patas. |
| Meio das costas (toracolombar) | Costas arqueadas pela dor, falta de coordenação, fraqueza nas patas traseiras e dificuldade para urinar. Nos casos mais graves, perda da sensibilidade profunda. |
| Final das costas (lombossacra) | Dor intensa e manqueira de uma pata traseira, que pode parecer um problema ortopédico. Nos casos mais graves, cauda sem tônus e perda do controle da urina e das fezes. |
Esse último ponto importa muito no São Bernardo. A hérnia no final da coluna pode simular um problema ortopédico, e o Tratado inclui a compressão da cauda equina entre os diagnósticos diferenciais da displasia. Em uma raça que aparece nas duas listas, a manqueira traseira pede avaliação veterinária.
Como a hérnia de disco é diagnosticada?
- Exame neurológico: localiza o trecho da coluna afetado e mede a gravidade.
- Ressonância magnética: ajuda a localizar a lesão e avaliar a extensão dela.
- Radiografia simples: pode ser útil para descartar outras doenças que mudariam o tratamento.
- Imagem e clínica juntas: muitos discos mostram desgaste na imagem sem comprimir a medula. Por isso, o exame de imagem sempre precisa bater com o quadro neurológico.
## Como é o tratamento da hérnia de disco?
- Tratamento conservador: pode reunir fisioterapia, acupuntura, medicação e repouso.
- Cirurgia: a indicação é definida pelo veterinário. Se o cão perder a capacidade de andar, procure atendimento veterinário com urgência.
- Recuperação mais lenta: no final da coluna, a hérnia protrusiva costuma atingir cães de médio ou grande porte, com evolução crônica. Como a compressão é prolongada, a resposta ao tratamento tende a ser mais lenta do que nos quadros agudos. A melhora pode vir aos poucos.
- Expectativa realista: em alguns cães, os principais ganhos são menos dor, mais qualidade de vida e melhor função.
- Cauda equina: quando a lesão está nas raízes nervosas do final da coluna, o cão não desenvolve marcha espinhal, uma forma de caminhar sustentada pelos reflexos da própria medula que pode ser estimulada em casos selecionados de lesões mais acima.
Como a reabilitação com o veterinário fisiatra ajuda o São Bernardo?
A reabilitação tem papel central tanto no tratamento conservador quanto no pós-operatório. Ela não substitui a cirurgia quando a cirurgia é indicada. Ela prepara o cão, acompanha a recuperação e sustenta o resultado.
## Como é a avaliação?
- O primeiro passo é ter o diagnóstico exato e saber em que estágio a doença está.
- Os exames de imagem são interpretados junto com os achados clínicos e neurológicos.
- No São Bernardo, a avaliação separa o que vem do quadril e o que vem da coluna, porque uma hérnia no final da coluna pode imitar um problema ortopédico.
- A escolha entre tratamento conservador e cirurgia cabe à equipe que acompanha o cão, de acordo com o grau da lesão, o estado e o comportamento do paciente e a disponibilidade do tutor.
Como a reabilitação atua na displasia?
Para fugir da dor no quadril, o cão joga o peso para as patas dianteiras, arqueia as costas, abre os cotovelos e abaixa o pescoço. Com os meses, essas compensações cobram seu preço: contratura do tríceps, inflamação do tendão do bíceps, artrose no cotovelo, hiperextensão do carpo (o “punho” do cão) e pontos-gatilho, nós musculares que geram dor, na musculatura da coluna. Por isso o veterinário fisiatra trata o corpo inteiro. No tratamento sem cirurgia, os objetivos são:
- reduzir a dor e a inflamação da articulação;
- melhorar o líquido de dentro da articulação (líquido sinovial), o que diminui a pressão na cápsula e alivia a dor;
- ganhar massa muscular para estabilizar o quadril, principalmente nos glúteos e na parte de trás da coxa;
- tratar as contraturas e os pontos-gatilho, porque essa dor atrapalha a marcha e favorece a dor crônica, com mudanças importantes no comportamento do cão.
Com a dor controlada, o cão volta a apoiar a pata, e isso ajuda a ganhar músculo. Depois, os exercícios ganham intensidade e desafio aos poucos. A esteira aquática pode entrar no plano conforme a evolução. Entre os recursos, os campos eletromagnéticos pulsados (magnetoterapia) ajudam a controlar a evolução da artrose, porque inibem a cascata inflamatória, reduzem a destruição da cartilagem e ativam a deposição de colágeno. A fotobiomodulação (laserterapia) ajuda a preservar a articulação e, em casos crônicos, a reduzir a sensibilização à dor. O ultrassom terapêutico alivia a dor e melhora a mobilidade.
Depois da cirurgia, o protocolo respeita cada técnica:
- Prótese total do quadril: o repouso e o retorno às atividades seguem a orientação do cirurgião, e o ganho de massa muscular faz parte da recuperação.
- Excisão da cabeça e do colo do fêmur: os exercícios entram aos poucos, conforme a evolução do cão.
- Denervação: como a sensibilidade à dor cai bastante, alguns cães tendem a exagerar na atividade mesmo com a articulação desgastada, e o protocolo controla esse excesso com cautela.
- Cirurgias preventivas do filhote: a reabilitação respeita a fase de crescimento, com exercícios definidos para cada caso.
Como a reabilitação atua na hérnia de disco?
- Repouso bem orientado: o tutor recebe orientação para restringir atividades até o quadro se estabilizar. Um cão que melhora com a medicação e volta a pular do sofá pode piorar.
- Fase aguda sem indicação cirúrgica: a reabilitação pode ajudar a controlar a dor, reduzir a contração muscular e favorecer a recuperação.
- Hérnia no pescoço: a restrição de atividades segue a orientação do veterinário, mesmo com a melhora.
- Depois da cirurgia de descompressão: a reabilitação continua fundamental para modular a inflamação, favorecer a circulação nos tecidos com fotobiomodulação (laserterapia) e magnetoterapia, recuperar a mobilidade, a sustentação, o equilíbrio, a força e a resistência.
- Hérnia no final da coluna: os exercícios terapêuticos (cinesioterapia) têm papel central, nas sessões e em casa, com orientação do veterinário fisiatra, e o plano é ajustado à evolução de cada cão.
- Quando a resposta não vem: o cão é reavaliado pelo veterinário.
Como saber se a reabilitação está funcionando?
Na displasia, a melhora do tratamento conservador nem sempre é fácil de ver. Por isso, o veterinário fisiatra acompanha a evolução de perto. Em casa, o tutor costuma notar um cão mais disposto e ativo, que se alimenta melhor, quer subir e descer do sofá e do carro e volta a fazer coisas que tinha deixado de fazer. Na hérnia de disco, os reflexos e a função neurológica são reavaliados ao longo de todo o tratamento.
De onde vêm as informações deste artigo?
Os dados de saúde deste texto vêm do Tratado de Fisioterapia e Fisiatria de Pequenos Animais, dos autores Jennifer Hummel, veterinária fisiatra e Fundadora da Mundo à Parte, e Gustavo Vicente, médico-veterinário especializado em fisioterapia e ortopedia, também Fundador. Foram usados o capítulo “Afecções da Articulação Coxofemoral”, de Bruno Watanabe Minto, Fernando Yoiti Kitamura Kawamoto, Guilherme Galhardo Franco e Alefe Luiz Caliani Carrera; o capítulo “Reabilitação da Coxofemoral”, de Gustavo Vicente e Jennifer Hummel; e os capítulos “Doença do Disco Intervertebral” e “Reabilitação da Doença do Disco Intervertebral”, de Jennifer Hummel.
Onde fazer a avaliação do seu São Bernardo?
A Mundo à Parte tem mais de 100 unidades em 9 países, com veterinários fisiatras preparados para avaliar o quadril e a coluna do seu São Bernardo e montar o plano de reabilitação junto com o veterinário que acompanha o caso. Encontre a unidade mais perto de você e agende a avaliação do seu São Bernardo.
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Quais são as dúvidas mais comuns dos tutores de São Bernardo?
Todo São Bernardo vai ter displasia coxofemoral?
O Tratado de Fisioterapia e Fisiatria de Pequenos Animais não traz um percentual para a raça. Ele coloca o São Bernardo entre as principais raças acometidas e explica que a displasia é hereditária e multifatorial: em animais predispostos, os genes se somam a fatores do ambiente, como alimentação excessiva, ganho de peso rápido, momento da castração e suplementação de cálcio, que determinam se a doença vai se manifestar e com que intensidade.
Com que idade a hérnia de disco aparece no São Bernardo?
Nas raças não condrodistróficas, grupo em que o Tratado inclui o São Bernardo, a degeneração do disco aparece a partir dos 5 anos, e os sinais clínicos surgem em uma idade média de 6 a 8 anos. Como a hérnia protrusiva comprime a medula de forma crônica e lenta, os sinais costumam aparecer aos poucos.
Meu São Bernardo manca da pata traseira. É displasia ou hérnia de disco?
Só a avaliação responde. A displasia causa manqueira traseira, e a hérnia no final da coluna também pode causar manqueira de uma pata traseira que simula um problema ortopédico. O Tratado inclui a compressão da cauda equina entre os diagnósticos diferenciais da displasia. Por isso, a avaliação veterinária é indispensável.
A fisioterapia substitui a cirurgia?
Não, e as duas não competem. A escolha entre tratamento conservador e cirurgia é do veterinário, e a reabilitação continua depois da cirurgia.
O São Bernardo com hérnia de disco volta a andar normalmente?
Depende da gravidade e de cada cão. Na hérnia crônica do final da coluna, a resposta ao tratamento tende a ser mais lenta, e em alguns cães os ganhos principais são menos dor, mais qualidade de vida e melhor função. A expectativa para cada caso é conversada com o veterinário.
Como sei se a reabilitação está dando resultado?
O veterinário fisiatra acompanha a evolução de perto. Em casa, os sinais costumam ser um cão mais disposto, que come melhor, volta a subir no sofá e no carro e retoma atividades que tinha abandonado.
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