A Sindrome de Wobbler, também conhecida como espondilomielopatia cervical é uma estenose do canal vertebral, associada com uma compressão mais severa em algum ponto da coluna vertebral cervical, causada por hérnia de disco intervertebral ou má-formação óssea. A causa do síndrome de Wobbler é desconhecida, embora se suspeite de ligações ao rápido crescimento e à genética.
A compressão da medula espinhal por compressões ósseas é mais comum em cães de raças gigantes como o Dogue Alemão, geralmente com menos de 3 anos de idade. Compressão causada por herniação do disco intervertebral associada a uma diminuição natural do canal vertebral é mais comum em raças de grande porte como o Dobermann, depois dos 4 ou 5 anos.
O sinal clinico clássico em cães com síndrome de wobbler é a ataxia proprioceptiva (incoordenação motora) nos membros traseiros. O andar é incoordenado com passadas de amplitude exagerada, geralmente com base aberta. Quando a paresia (fraqueza) também está presente, pode-se ouvir os cães arrastando as patas e podemos visualizar as unhas gastas. O envolvimento dos membros anteriores tende a ser menos óbvio na maioria dos casos, mas com uma avaliação cuidadosa da locomoção geralmente observa-se passadas com amplitude reduzida, fraqueza e/ou incoordenação.
O cão severamente afetado move-se de forma cambaleante, semelhante a uma pessoa embriagada. Esta descoordenação evidencia-se mais quando o cão caminha e é movido rapidamente a dar a volta. Um proprietário desavisado pode simplesmente concluir que o seu cachorro é apenas desajeitado ou trapalhão, quando na verdade ele já poderá estar com fortes dores e incapacidade de utilizar os membros normalmente.

Quando começar o tratamento da fisioterapia?

Quando houver suspeita ou forem identificados alguns sinais acima, a fisioterapia pode iniciar de imediato, atuando como antiinflamatorio e regenerador dos neurônios da medula espinhal que possam estar afetados ou comprimidos pelas herniações de disco.