A displasia coxofemoral é o desenvolvimento anormal da articulação coxofemoral, caracterizado por incongruência articular da cabeça do fêmur com o acetábulo causando subluxação ou luxação completa da articulação em pacientes mais jovens ou artropatia degenerativa leve a grave em pacientes mais idosos. Pode acometer cães e gatos de todos os tamanhos, mas é mais observada em cães de grande porte principalmente nas raças pastor alemão, labrador, golden retriever, buldogue ingês, entre outros.

Gatos com displasia coxofemoral apresentam como sintomas clínicos dificuldade de subir em locais altos, dificuldade de entrar e sair da caixinha de areia, dificuldade em defecar entre outros.

As causas são multifatoriais: fatores hereditários e ambientais participam do desenvolvimento ósseo e tecido mole anormais. Ganho de peso rápido e crescimento por meio de consumo nutricional excessivo podem causar disparidade de desenvolvimento dos tecidos moles de sustentação.

Podem ser observadas alterações como claudicação (mancar), dor leve a severa na região coxofemoral, dificuldade em subir no carro, sofá, escadas, diminuição de atividade, diminuição do apetite, entre outros nos pacientes acometidos pela displasia coxofemoral.

Existem diversos tratamentos para displasia coxofemoral desde o tratamento conservador com medicação e fisioterapia até o tratamento cirúrgico com diversas técnicas como deenervação, colocefalectomia, sinfisiodese púbica juvenil, osteotomia dupla e tripla.

O tratamento com fisioterapia da displasia coxofemoral pode ser feito no pós operatório ou também de forma conservadora, sem a necessidade de cirurgia um muitos casos.

Quando começar o tratamento da fisioterapia?

Assim que os sintomas clínicos serem observados tendo realizado cirurgia ou não.

Necrose asséptica da cabeça do fêmur

É uma necrose asséptica não inflamatória da cabeça femoral que ocorre em pacientes jovens antes do fechamento da fise da cabeça femoral. Conhecida também como osteocondrite dissecante da cabeça femoral e doença de Legg-Perthes.

Acontece em cães toys na maioria dos casos durante o primeiro ano de vida e os sinais clínicos vão de dor ao caminhar até impotência funcional do membro afetado. Pode ser unilateral ou bilateral. É bastante comum pacientes que tiveram necrose asséptica da cabeça do fêmur apresentarem luxação de patela.

O tratamento da necrose asséptica da cabeça do fêmur é cirúrgico com a colocefalectomia seguido da fisioterapia no pós operatório.

Quando começar o tratamento da fisioterapia?

No pós operatório a partir do terceiro dia.